A bancada do estádio construída ilegalmente por cima do passeio da Avenida 8 animou a Assembleia Municipal de 8 de Janeiro. (…)
Recorde-se, a propósito, parte do texto do acórdão do Supremo Tribunal Administrativo que tem provocado, segundo as nossas fontes, algum mal estar e nervosismo em alguns sectores políticos locais: "Para além do interesse do Sporting Clube de Espinho de cujos corpos gerentes faziam parte, aqueles titulares da Câmara Municipal de Espinho (Lito Gomes de Almeida e Rolando de Sousa) viram, através do acto impugnado, o qual abrangeu não apenas a autorização das obras da bancada, como também a cedência de uma parcela de terreno, e a respectiva aprovação da desafectação do domínio público municipal, aumentado o seu prestígio como dirigentes desportivos usando a sua posição de membros da Câmara e, simultaneamente, pela via do prestígio e popularidade que o desporto empresta, e estas pessoas procuram, aumentadas as suas possibilidades eleitorais em actos posteriores desta natureza, mas não exclusivamente, para lugares eleitos da Administração Autárquica".
Octávio Lima, Espinho Vareiro 17 janeiro 1997.