CORFI E COTESI AFRONTAM TRABALHADORES

Google Maps, maio 2025

Cerca de 600 trabalhadores da CORFI estão há um mês sem trabalhar duas horas e meia aos sábados considerando ser uma exigência da administração ilegal para compensar as pausas de trabalho acordadas em 1959. Segundo Carvalho da Silva, que esteve presente num plenário que se realizou nas instalações da empresa, afirmou ao JN, "alguns patrões e associações e estão a transformar trabalhadores em peças e não seres humanos".

A questão é que a partir da entrada em vigor da lei que estabelece a redução do horário de 44 para 42 horas, as pausas no decurso do horário deixaram de ser consideradas. Neste caso as interrupções já existem desde 1959 e fazem parte das negociações que permitiram aos Violas admitir mulheres nos turnos nocturnos.

Todavia há um mês que a administração da Corfi e da Cotesi resolveram impor compensações de duas horas e meia aos sábados para compensar as interrupções. Os operários é que não estão pelos ajustes, " porque assim até acabam por trabalhar mais do que antes da entrada em vigor da nova legislação" Os trabalhadores queixam-se que os patrões não querem dialogar e nem sequer lhe deram as boas festas e que vão lutar pelo que é de direito.
Espinho Vareiro, 10 janeiro 1997