NÃO COMPREENDEMOS TÃO DOCE CONFORMISMO
Já aqui levantamos oportunamente o grave problema da assistência hospitalar de Espinho. Verifica-se que o nosso concelho ficou a perder, de que maneira, com a nova política de saúde. O Hospital da Misericórdia é hoje recordado com profunda saudade por todos os espinhenses de boa memória. Toda a evolução foi negativa e feriu profundamente a qualidade da assistência.
Para já temos como dados adquiridos que os espinhenses da cidade e do concelho têm de nascer obrigatoriamente em S. Paio de Oleiros-Feira. Continuará a dependência histórica, que se julgou ultrapassada quando Espinho chegou a Comarca, e, como se isso não bastasse, muitos têm de ir morrer a Vila Nova de Gala para onde são levados em caso de acidente, quer queiram, quer não. Estes dois dados são desde já um facto consumado.
Não compreendemos como é possível que a Assembleia e a Câmara Municipal, para não falar igualmente nos partidos políticos, se não levantam contra esta orientação e exigem a reposição do que era uma regalia que Espinho tinha quando ainda era Vila e que perdeu depois que chegou a Cidade. (…)
Oxalá que os responsáveis atentem nesta situação e se lembrem da saúde do povo para que este possa acorrer em plenitude e pelo seu pé às eleições e não tenha de, por falta de assistência à altura, ir votar de ambulância, ou estar em Oleiros ou em Gaia, nos dias das votações.
Espinho Vareiro, 13 janeiro 1989
