PLANO DE OBRAS REPROVADO PELO S.E.T.

700 MIL TÊM QUE SER PARA TURISMO

O Secretário de Estado de Turismo chumbou a proposta da Comissão do Plano de Obras da Zona de Jogo para os anos de 1991 a 1993. César Torres despachou só os 300 mil contos disponíveis desde 31 de Dezembro de 1989 para obras de saneamento e Parque de Estacionamento subterrâneo em partes iguais exigindo à Câmara a apresentação de projectos de obras de comprovado interesse turístico dentro de três meses para aplicar os restantes 700 mil contos. Recorde-se que Comissão tinha afectado o total a obras de saneamento de água e estação de talassoterapia da Piscina Municipal. Da Comissão fazem parte o Presidente da Câmara e os representantes da Direcção Geral de Turismo, Inspecção Geral de Jogos, Comissão de Coordenação da Região Norte e Fundo de Turismo. 
O SET considera que as infra-estruturas de saneamento e abastecimento de água têm comparticipações de departamentos estatais próprios. Isto para além das verbas próprias dos municípios. Aliás já quando foi a distribuição da verba de seis milhões do concurso público da zona de jogo o estádio municipal também não foi contemplado pelas mesmas razões: não ser considerado infraestrutura turística e existir departamento estatal próprio para eventual comparticipação. 
Esta deliberação governamental, contraria em parte a promessa feita pelo SET ao autarca que negociou a aplicação das verbas. Segundo foi afirmado aos representantes da Comissão, César Torres terá dito que se a Comissão deliberasse aplicar as verbas em saneamento e abastecimento de água, ele ratificaria a deliberação. Tal não aconteceu e a Câmara continua em dificuldades financeiras para resolver os seus projectos.

Espinho Vareiro, 25 janeiro 1991.