Andam a tenir todas as grandes nações
Com a falta de capacidade em gerir os tostões
Ganhos a sugar países terceiro mundistas
Durante séculos com requintes vigaristas.
Neles provocaram misérias tenebrosas,
Que vemos em imagens horrorosas,
Desde a TV às revistas e jornais.
Gente a viver muito pior que animais
Crianças aos milhares a morrer de fome
No meio de guerras sujas sem nome,
Provocadas pela ganância comercial
Dos que querem nova ordem mundial,
Exactamente o que queria Hitler nazi,
De parceria com o fascista Mussolini,
Quando há cinquenta anos, com malvadez,
Incendiaram o mundo de lés a lés.
Com a falta de capacidade em gerir os tostões
Ganhos a sugar países terceiro mundistas
Durante séculos com requintes vigaristas.
Neles provocaram misérias tenebrosas,
Que vemos em imagens horrorosas,
Desde a TV às revistas e jornais.
Gente a viver muito pior que animais
Crianças aos milhares a morrer de fome
No meio de guerras sujas sem nome,
Provocadas pela ganância comercial
Dos que querem nova ordem mundial,
Exactamente o que queria Hitler nazi,
De parceria com o fascista Mussolini,
Quando há cinquenta anos, com malvadez,
Incendiaram o mundo de lés a lés.
Por cá o Governo vende as nacionalizações,
Ordena despedimentos e conteções,
Recebe da Europa ecus às bateladas,
E mesmo assim prega-nos cavacadas
Nos impostos para reduzir a inflação,
E tapar o buraco que fez com a eleição.
Pela nossa cidade bananeira a desgraça
Começou a lavrar por toda a praça
Até já um bom par de anos. Gastou-se
À tripa forra, e claro, o dinheiro esgotou-se!
Compraram-se pópós e ares condicionados
Arrajaram-se tachos, todos bem abonados,
E hoje não há dinheiro para nada
É a penúria triste e descarada,
É a falência, retrato da mediocridade,
Instalada para vergonha da cidade.
Ordena despedimentos e conteções,
Recebe da Europa ecus às bateladas,
E mesmo assim prega-nos cavacadas
Nos impostos para reduzir a inflação,
E tapar o buraco que fez com a eleição.
Pela nossa cidade bananeira a desgraça
Começou a lavrar por toda a praça
Até já um bom par de anos. Gastou-se
À tripa forra, e claro, o dinheiro esgotou-se!
Compraram-se pópós e ares condicionados
Arrajaram-se tachos, todos bem abonados,
E hoje não há dinheiro para nada
É a penúria triste e descarada,
É a falência, retrato da mediocridade,
Instalada para vergonha da cidade.
Poeta Acácio
A Vassoura (240)
Espinho Vareiro, 7 de fevereiro de 1992.