A SITUAÇÃO LABORAL NA LUSO- CELULÓIDE

COMUNICADO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES DAS INDÚSTRIAS QUÍMICAS, PETRÓLEO E GÁS DO NORTE


Os trabalhadores da firma uso celuloide de Henriques Irmào, Lda. com sede Anta — 4500 Espinho, na passada sexta-feira dia 31/01/97 paralizaram a firma com 24 horas de greve, pelo não cumprimento dos salários em atrazo de Dezembro/96, Janeiro/97 e retroactivos de /96, e pela garantia do posto de trabalho. E por dever aos sindicatos a cotisação desde Fevereiro/96 até a presente data, e casais de trabalhadores, e que já se começam a sentir dificuldades e estão em situação de desespero.

No passado dia 22/01/97 no ministério do trabalho foi afirmado por um sócio-gerente que a resolução destes problemas passava pela venda do imóvel, o que ainda não está solucionado porque na Câmara Municipal havia burocracia na resolução da venda do imóvel. Há secções da empresa que se encontram totalmente paradas por falta de matéria prima.

MAIS UMA INDÚSTRIA QUE DESAPARECE

Pelo comunicado que publicamos a pedido do Sindicato se fica a saber que a fábrica Luso-Celóide também vai fechar e deixar no desemprego os já poucos operários que lá trabalham. Não sendo Espinho uma terra vocacionada para indústrias fabris o facto é que no século que agora acaba o peso das indústrias fabris em Espinho era notável, pese embora ser uma terra mais virada para a indústria turística e o veraneio.
Espinho Vareiro, 7 fevereiro 1997