Não tem a mínima justificação o proceder do «extinto» Fundo de Fomento de Habitação quanto à demora na abertura do concurso público para a atribuição dos 104 fogos que estão construídos com anos de atrazo.
Entregues pelo empreiteiro em 15 de Dezembro findo, a demora que se verifica está a provocar os mais disparatados comentários das populações interessadas em acabar com verdadeiras situações de dramatismo habitacional em que se encontram presentemente. A Câmara afirma não ter competência para resolver a situação, o que é verdade, e o « extinto» Fundo afirma que é com a Câmara, o que é mentira. Todavia, e estranhamente, esta guerrinha do «mangerico e a mangenora» não tem um fim. Existe uma espécie de aceitação passiva (por conveniente?) deste estado de coisas, quando o lógico seria a tomada firme duma posição inequívoca da nossa Câmara, em defesa das populações locais, como lhe compete.
A situação presente está, repetimos, a ser motivo de especulações nada desejáveis e a desesperar famílias em situação difícil e mesmo trágica. Já basta de tanta indiferença.
Espinho Vareiro, 10 de fevereiro de 1984
