A Corfi acaba de aperfeiçoar a instalação de um sistema de despoluição num importante passo em frente na resolução do problema que há muito aflige os cerca de 1800 Alunos, Professores e Funcionários da Escola Secundária do Dr. Manuel Gomes de Almeida.
A atitude agora tomada pela Corfi culmina um longo processò de pressão e diligências junto daquela unidade fabril, da Autarquia, da Secretaria de Estado do Ambiente e Recursos Naturais e da Delegação de Saúde,e incluiu uma reunião do Delegado de Saúde e de um membro do Conselho Directivo daquela Escola com a Administração da empresa no dia 28 de Janeiro.
A requisição do equipamento de despoluição data de 1988, tendo sido apenas montado em Junho de 1991 por demoras na sua importação. Ainda segundo aquela empresa, o sistema funcionou só até Agosto devido a uma avaria provocada pela não tomada de precauções devidas. Foi por isso adicionado uma unidade de «ciclone» que provoca, através de descargas automáticas de vapor, o arrefecimento das partículas incandescentes que saem para a chaminé, antes de serem captadas e depositadas em três outras unidades de « ciclone». Este depositivo permitirá, em princípio, fazer com que os fumos da Corfi saem «mais limpos» e não mais façam arder os olhos e as gargantas da população que vive e trabalha naquela zona.
«É sem dúvida uma atitude inovadora da empresa» disse-nos Laura Santos, do Conselho Directivo da E.S. do Dr. Manuel Gomes de Almeida. «Deverá ser também um incentivo para que outras unidades fabris do Concelho, nomeadamente a fosforeira, façam o mesmo.»
O «E.V.» partilha da natural satisfação daquele estabelecimento de ensino em ver o problema resolvido. Faz ainda votos que, à semelhança do que se verifica na Europa, nos Estados Unidos e noutros países civilizados, as indústrias locais cada vez mais tomem consciência da necessidade de conservarem e preservarem um Ambiente que é de todos. Dos vindouros também.
Octávio Lima
Espinho Vareiro, 7 de fevereiro de 1992.