CÂMARA NÃO SE ASSUME
Conforme é do conhecimento geral a CP propôs à Câmara em 3 de Agosto do ano findo três soluções para o nova estação ferroviária desta cidade e zona envolvente ao caminho de ferro, afim de se concluirem negociações já iniciadas em 1981 quanto às zonas «non aedificandi» a definir para a linha, troço e concelho de Espinho, que vai passar a ter quatro vias implantadas.
O presidente da Câmara meteu o projecto da CP na gaveta e nem os vareadores tiveram conhecimento da pretensão, apesar de em Setembro a Secção Técnica do Município ter dado parecer favorável à pretensão que prevê a expropriação do quarteirão das Bandeiras, actualmente propriedade de Manuel de Oliveira Violas, local para onde este cidadão se apressou a apresentar projecto de construção dum imóvel posterior à pretensão da CP.
Entretanto em 10 de Janeiro do corrente ano, foi publicado no «Diário da República» o Decreto Regulamentar 2/85 relativo às zonas « non aedificandi» no concelho de Ovar, e Espinho é, neste momento, o único no qual não foi possível chegar a acordo quanto a este assunto.
Desta preocupação volta a CP a manifestar-se à Câmara no último dia 14 do mês de Fevereiro findo.
Pois apesar da insistência da CP em definir este projecto, incompreensivelmente o presidente da Câmara continua a não agendar este momentoso assunto para a reunião do Executivo para deliberação. É por demais estranho o proceder do presidente da Câmara, arrogando-se prepotentemente dono e senhor dos interesses das populações que o elegeram em sonegar projectos de interesse público. Também não é perceptível o silêncio dos vereadores das outras forças políticas e até destas mesmas forças que conservam um mutismo comprometedor.
Lamentável todo este estranho imbróglio. No mínimo...
Espinho Vareiro, 1 de março de 1985.