A recente deliberação da Câmara em localizar no Parque da Cidade três projectos contemplados com as verbas do concurso da Zona de jogo veio avivar a velha questão do Estádio Municipal.
A sua construção começou por ser a primeira infra-estrutura desportiva desejada para aquela área depois de analisadas todas as hipóteses viáveis no concelho.
Contudo, e por razões que todos conhecem, a sua concretização foi permanentemente inviabilizada pelas sucessivas Câmaras, embora se apregoasse sempre a sua necessidade. Desde passar de Municipal para um Clube, até à recente tentativa de enfiar nos terrenos a EXPONOR, passando por outras subtis formas de retardar a expropriação dos terrenos ainda em poder dos seus proprietários com hipotéticas negociações para a sua aquisição, tudo tem servido.
E continua na gaveta apesar de já ter projecto e de ter custado uns milhares de contos ao Município.
O Governo, através de departamento próprio, financia a construção de infra-estruturas desportivas, conforme foi comunicado pela Secretaria de Estado de Turismo, para justificar a não inclusão do Estádio nos projectos contemplados com as verbas do jogo. Todavia desde então continua como dantes. Embora seja reconhecida a necessidade premente de recibos para futebol clubístico.
Espinho Vareiro, 22 de fevereiro de 1991
