Dando mostras de uma grande sensibilização e espírito de ajuda, grande parte da população guetinense resolveu contribuir com a sua oferta, para a minorização dos efeitos causados pelo sismo que no primeiro dia do ano e de nova década, assolou os Açores, espalhando a morte e a miséria por entre as populações.
Por iniciativa do pároco da freguesia, Rev. Crispim Martiris, dentro do espírito da doutrina da Igreja Católica, os peditórios realizados durante as Missas do dia 13 de Janeiro rever teram em favor das vítimas do Sismo dos Açores. Nestes peditórios as pessoas mostraram que não estão «cansadas de dar». Embora os Guetinenses sejam uma população sobrecarregada com peditórios, não é o que se dá em peditórios que irá fazer falta para «remar o barco».
Quem diz que os guetinenses estão sobrecarregados com peditórics, não fala no dinheiro que se esbanja em inutilidades. Com efeito, e contrariando os « profetas da desgraça», os peditórios realizados, renderam a «módica» quantia de 38.000$00. Juntando- -lhe as verbas entregues directamente ao pároco temos que o «bolo» que a paróquia de Guetim quis oferecer aos Açorianos atingiu a verba de 56.500$00.
Em peditórios realizados dentro da Igreja nunca nenhum atingiu tal quantia, nem que se parecesse, e há muita gente que não põe os pés na Igreja. Isto vem dizer que quando há vontade o dinheiro aparece e este peditório surge numa altura de grande «sobrecarga de peditórios», como se apregoa.
Espinho Vareiro, 1 de fevereiro de 1980.