A substituição do troço da estrada Anta-Idanha no local em que é cortado pela abertura da ligação Espinho-Picoto, vai ser feito, por decisão unilateral da Junta Autónoma de Estradas, tendo o Município espinhense sido, pura e simplesmente ignorado, até para tomar conhecimento.
Ora, segundo informação colhida na Secção Técnica da Câmara, o acesso àquela via, que fica a Sul, está a ser implantado de modo a aproveitar a ponte sobre a Ribeira do Mocho que existe no fundo da estrada da Fonte, o que vai acarretar uma série de inconvenientes para os moradores do lugar de Além do Rio e, o que é mais grave, a sua intercepção na ligação Espinho- Picoto fica implantada cerca de 20 metros a nascente de onde sairá a futura ligação à Rua 33.
Esta situação, a manter-se, vai criar um sério problema rodoviário naquele limitado espaço e urge que a Câmara se imponha a esta prepotente determinação da Junta Autónoma, pelos vistos a insistir em passar por cima do poder local.
Recordamos que a construção da Variante à E.N. 109 também está em águas de bacalhau, unicamente porque a Junta Autónoma não considerou, em qualquer aspecto, as recomendações que, a seu pedido, a Câmara lhe enviou para a execução do projecto. E... uma vez tem graça...
Este estado de coisas levou a que, na última terça-feira, os moradores de Além do Rio impedissem que as máquinas destruíssem a antiga estrada sem que esteja pronto o novo acesso. Interveio o presidente da Câmara que conseguiu, em diálogo com o empreiteiro e os moradores, que a destruição da estrada só se fará quando o novo acesso estiver pronto.
Espinho Vareiro, 13 de fevereiro de 1981.