Publicamos hoje o teor das explicações dadas no Tribunal da Comarca de Espinho, conforme responsabilidade assumida durante as conversações entre as partes que demoraram cerca de duas horas e meia.
A iniciativa de resolver a questão recorrendo a explicações sobre o conteúdo da entrevista que oportunamente publicámos, e que deu aso a que Manuel de Oliveira Violas intentasse a acção judicial, partiu do seu assistente, e nelas estão implícitos juízos de valor sobre aquele cidadão que os assistentes entenderam elaborar e mereceram a aceitação das partes envolvidas.
De salientar que no respeitante à parte que referia a colaboração com a PIDE-DGS, e quando eram dactilografadas as explicações, Manuel Violas pediu a palavra ao Meretíssimo Juiz para informar o Tribunal que também um seu ex-empregado esteve implicado nessa acusação.
De realçar também o aproveitamento que o mandatário do assistente fez para que as considerações da sua lavra fossem motivo de publicação, o que consideramos uma oportunista habilidade já que não fora objecto de acordo.
Entende ainda este semanário ser conveniente repudiar firmemente a insinuação do mandatário da assistente sobre a perseguição que, no seu entender, «E.V.» tem vindo a exercer sobre o dinâmico e empreendedor industrial, por tal não ter o mínimo fundamento, já que este Jornal unicamente tem veiculado pontuais apreciações sobre aquele cidadão na sua voluntária intervençao na vida pública local.
Espinho Vareiro, 19 de fevereiro de 1982.