O CASO DO TERRENO RARA O EDIFÍCIO DOS CTT

Foto: Google Maps, abril 2025

O quarteirão entre as ruas 26, 27, 28 e 29, há anos expropriado pelos C.T.T. para ali construir um edifício para os seus serviços, encontra-se ainda hoje desafectado, servindo de recreio eos alunos do Ciclo e de parque de estacionamento nos dias do feira.

Já há algum tempo que a Administração daquela Empresa Pública, desistindo de construir qualquer imóvel naquele local, por dificuldades financeiras, contactou a Câmara Municipal para que lhe comprasse o terreno, ao que esta, achando o preço pedido uma abusiva exorbitância, mostrou-se desinteressada do tal ‘negócio’.

O facto é que, lamentavelmente, o terreno foi expropriado ao proprietário que teve de se desfazer daquilo que era seu, sem remédio nem agravo, para que depois o novo proprietário desistisse, pura e simplesmente e ‘negociar’ o terreno.

Num pais em crise contínua depois da revolução das flores, problemas como este são aos centos por essas terras fora e não aparece ninguém que venha pôr cobro à imunidade destas situações caricatas que acabam, ao fim e ao cabo, por definir o estofo político dos que nos (des)governam.

É tempo de as autoridades autárquicas pressionarem, de qualquer maneira, o novo proprietário e dar a este problema e solução consentânea com os interesses da população, solução que quanto a nós, poder-se-ia na opção de três modalidades: 1.° — Fazer com que os C.T.T. construam o imóvel prometido; 2.° — Fazer com que os C.T.T. devolvam o terreno ao primitivo proprietário pelo preço da expropriação; 3.° — Fazer com que os C.T.T. o ceda à Câmara Municipal, pelo mesmo preço, a fim desta fazer ali uma zone verde, para recreio das crianças daquele local ou um parque a estacionamento para os utentes da Feira Semanal ou ambas as coisas.

Esta opinião baseia-se no principio de que não é justo que um terreno adquirido por expropriação seja depois, por vários motivos, alvo de negociata.

Por outro lado, assim como está, não tem serventia nenhuma e atrasa o desenvolvimento urbanistico da zona.
Francisco Azevedo Brandão
Espinho Vareiro, 11 de fevereiro de 1983