Como era previsível, a construção dos esporões de defesa da praia de Espinho, logo começou a provocar avanços do mar a sul, conforme noticiámos no passado Inverno sobre a situação do aglomerado da praia de Paramos, onde a Capela de S. João já estava a ser ‘beijada’ pelas ondas, o que mereceu, na altura, uma frágil defesa em pedra solta. Presentemente, a situação é mais grave, já que a areia da praia foi desaparecendo e o mar entrou já pelas dunas a sul numa extensão de 600 metros, sem que tenha havido marés de lançamentos.
O presidente da Câmara esteve na Direcção Geral de Portos, onde deu conta aos seus directores da actual situação e solicitando rápidas medidas no sentido de suster o avanço do mar. O eng° Munoz de Oliveira prometeu tomar, de imediato, as medidas convenientes.
Espinho Vareiro, 11 de fevereiro de 1983