PGA, UMA QUESTÃO DE VÍTREA MISANTROPIA OU DE COMO « DOU COMIGO A NÃO FAZER O QUE QUERO MAS AQUILO QUE DETESTO»
Cerca de 500 Alunos fizeram na 2ª feira passada a Prova Geral de Acesso, numa operação que envolveu cerca de 60 Professores, 3 por cada uma das 28 salas das duas Escolas Secundárias de Espinho.
A prova, de 15 páginas, constou de seis secções: compreensão da leitura, antónimos, analogias verbais, completamento de frases, identificação e correcção de erros e produção escrita.
Na 1ª os Alunos tiveram que ler um texto, traduzido e adaptado de Richard Feynman, e responder a seis questões de resposta fechada e de escolha múltipla, e a duas de resposta aberta, sendo a primeira para escrever um parágrafo continuando a linha do, pensamento do autor, e a segunda para dar, justificando, um título ao texto.
Na segunda tiveram que escolher, entre cinco alternativas, aquela que melhor se opunha ao significado de sete palavras, enquanto que na terceira houve que estabelecer uma relação entre sete pares de palavras, também em escolha múltipla, e na quarta, completar cinco frases, escolhendo entre várias alternativas propostas.
A quinta secção apresentou três pequenos textos para a identificação e correcção de erros gramaticais. A última secção incluiu duas perguntas de desenvolvimento: a primeira, para elaborar um texto argumentativo no máximo de doze linhas, e a segunda para relacionar os conteúdos de duas citações num texto de cerca de uma página.
Os Alunos por nós contactados no final da prova salientaram as suas dificuldades. Enquanto que para a Liberta e o Hugo tinha sido a composição, a Maribel e o Cavacas tinham achado os antónimos muito difíceis. As secções mais fáceis foram o completamento de frases, para a Liberta, a interpretação do texto, para o Leandro e para a Maribel, e os antónimos para o Hugo.
Uma das críticas apontadas foi a subjectividade da prova. Segundo o Leandro, «este ano, ao contrário do que havia sido prometido, não se conseguiu reduzir o carácter subjectivo da prova.» Para a Celeste, os colóquios organizados na Escola «ficaram muito aquém das expectativas em relação aos temas da PGA.» Ainda segundo esta Aluna, e contrariando a ideia generalizada de que os alunos de Humanísticas são os mais beneficiados nesta prova, eles não estiveram em vantagem porque não saiu nada de Literatura. Prevê-se idêntica afluência à PGA de 17 deste mês uma vez que aos alunos será atribuida a melhor classificação por eles obtida nas duas provas. Com ou sem misantropias e Epístulas de S. Paulo aos Romanos.
Octávio Lima
Espinho Vareiro, 7 de fevereiro de 1992.
