POLÍTICA CULTURAL - O CASTRO DE OVIL


Estão já em marcha os preparativos para a 2ª Campanha de Escavações, a efectuar durante o Verão, no Castro de Ovil, na freguesia de Paramos. Tanto o G.E.D.A.P.E. como o arqueólogo Dr. Jorge Ferreira começaram já a efectuar várias «démarches» junto dos organismos culturais competentes no sentido de se iniciar, a tempo e horas, e nas devidas condições, a campanha de escavações no Castro de Ovil, que estiveram paradas em 1983 por falta de apoio financeiro, o que aliás, se verificou noutras partes do país.

Com a moçāo apresentada pela APU e aprovada por maioria na Assembleia Municipal, sobre política cultural no Concelho, como noutro local publicamos, espera-se que o executivo camarário, acusado na mesma assembleia de não ter qualquer programa cultural, proceda a um revigoramento neste campo, e mostre verdadeiro interesse, no caso que hoje nos ocupa, no sentido de dar todo o apoio ao trabalho iniciado há dois anos no Castro de Ovil o que há-de continuar no verão próximo. Para o efeito, e em nossa opinião, deverá a Câmara salvaguardar, quanto antes, a zona do Castro, comprando o terreno onde ele se encontra implantado e vedá-lo convenientemente para evitar as depredações de que têm sido vítimas, durante estes dois anos, as partes já escavadas, destruindo assim ingloriamente todo um trabalho cultural e científico de grande importância para a arqueologia do pais e do Concelho. (…)
Francisco Azevedo Brandão.
Espinho Vareiro, 17 de fevereiro de 1984.