O funcionamento de uma fábrica de espumas sintéticas no Carvalhal, Esmojães, está a levantar sérios problemas de poluição no local e, por incrível que pareça, a criar atritos entre diversas entidades oficiais com responsabiiidades no seu funcionamento.
O caso arrasta-se há cerca de cinco anos e envolve processos menos transparentes a nível dos serviços camarários no referente ao licenciamento da indústria. A Delegação de Saúde, Direcções Gerais do Ambiente e Hidráulica e Junta de Freguesia de Anta, entretanto apanhados no processo, fizeram deslocar ao local há oito dias representantes seus para esclerecer, em conjunto e definitivamente, as situações marginais existentes no local para se agir em conformidade.
Além dos cheiros tóxicos e os vazamentos de líquidos a céu aberto para a ribeira do Mocho, existe ainda um diferendo com os proprietários dum loteamento vizinho da fábrica relacionado com a utilização de um hipotético caminho de servidão, de que a Câmara se tem, inexplicavelmente, alheado.
Espinho Vareiro, 14 de fevereiro de 1992.