PORTINHO DE RECREIO

IRMÃOZINHO MEGALÓMANO DO PORTO DE PESCA ELEIÇOEIRO


Na sessão da Câmara do dia 30, foi apreciado um judicioso ofício da Direcção Geral de Portos sobre a pretensa construção de um portinho de recreio no mar de Espinho cidade.
Nele o Engenheiro director-geral Munoz de Oliveira, técnico, por demais conhecedor do nosso problema marítimo, não deixa de apontar uma série de problemáticos «pontos críticos» que condicionam a construção e exploração de um porto de recreio com a implantação sugerida pelo Instituto de Hidráulica e Recursos Hídricos», em jeito de « hipótese preliminar».
De facto, «o elevado custo das obras de abrigo face ao desenvolvimento dos molhes exteriores, ao clima de agitação naquele lanço da costa» e ainda outros «factores negativos» como «o assoreamento do canal de entrada e da própria bacia de recreio, o que implicará a realização de dragagens periódicas» e ainda «as condições de segurança e operacionalidade da entrada do porto para a navegação de recreio» para além de que «a solução encarada retiraria o contacto directo de uma significativa extensão de frente urbana da cidade com o mar» motivam a discordância (e também do gabinete projectista) quanto à gratuita opinião de que «os objectivos de reconstituição e valorização da praia terão sido, de certo modo, gorados, quanto é certo que tem havido uma evolução favorável da praia entre as obras 1 e 2 ( esporões da piscina e fábrica de conservas).
Termina a comunicação afirmando que «julga-se que se deverá procurar implantá-lo para sul de Espinho, no lanço da costa que se estende até à Barrinha de Esmoriz. A Câmara deliberou manter o assunto para estudo.
Espinho Vareiro, 9 de fevereiro de 1990