QUE CONSEQUÊNCIAS LOCAIS IRÁ PROVOCAR A SECA?


A prolongada estiagem que há cerca de 4 meses afecta o País está a provocar dramáticas situações nos campos agrícolas e nas reservas de água das barragens hidro-eléctricas. Segundo fontes especializadas, os prejuízos que o País vai ter que arcar são da ordem dos muitos milhares de contos e todos os cidadãos têm que considerar este mal como facto consumado e irreversível.

A nível local ainda só estamos a sentir os efeitos da situação no campo do abastecimento eléctrico, que já as medidas de emergência decretadas pelo Governo afectam todo o território continental.

Mas o futuro imediato que nos poderá reservar, mormente no abastecimento de água?

É uma incógnita, que poderá ser parcialmente remedia da se o poder local se precaver a tempo e horas, pois tudo leva a crer que a falta do precioso liquido se fará sentir no próximo Verão, com todas as consequências dra máticas, que outras situações idênticas têm provocado, em tempos normais, noutras localidades do País.

Recordemos que há três anos, uma estiagem muito mais reduzida provocou medidas de emergência consideráveis, a nível nacional.

Não será de prevenir, localmente, as mais que prováveis faltas no abastecimento de água, ordenando a limpeza o análise das minas de águas que, num passado recente, abasteciam Espinho?

Recordamos que os caudais das minas de abastecimento dos fontenários das ruas 19, 25 e Fábrica das Conservas são suficientes para fazer frente a uma eventual situação de falta ou racionamento exagerado.

Lembramos, pois, a necessidade urgente de ser encarada, sem tibiezas, a recuperação dos antigos fontenários que abasteciam Espinho, antes de ser feita a rede Municipal presentemente em utilização. Homem prevenido...
Espinho Vareiro, 20 de fevereiro de 1981.