QUEM POLUI A LAGOA DE PARAMOS?

Ribeira de Rio Maior, junto do Castro de Ovil, Paramos.

AUTARCA DE PARAMOS DÁ UMA AJUDA...

A QUERCUS divulgou no passado Sábado, 30 de Janeiro, o trabalho levado a cabo durante as últimas três semanas por duas equipas envolvidas na reflorestação de algumas áreas da Lagoa de Paramos e no levantamento das fontes poluidoras ao longo da Ribeira de Rio Maior.

Para além de diversos lixos domésticos e entulhos próximos do Quartel e de nauseabundos esgotos domésticos junto da Sra. da Guia (Paramos), o mais preocupante é, segundo a QUERCUS, a impunidade com que as unidades industriais situadas ao longo daquela Ribeira se desembaraçam dos seus lixos e resíduos. 
Assim, foram detectados inúmeros bidões com rótulos identificando o seu conteúdo: cianeto de potásio, ácido sulfúrico e ácido clorídrico. Tudo altamente tóxico. E tudo nas traseiras de uma fábrica de cromagens de que é sócio gerente um elemento da Junta de Freguesia de Paramos. Nos bidões, os rótulos amarelos evermelhos com caveiras parecem não querer dizer nada para alguma gente.

A montante da Ribeira de Rio Maior, duas fábricas de papel, — uma do Sr. Jerónimo e outra de Papel da Lapa Nesta zona, a Ribeira corre cinzenta e esverdeada.

Foi também denunciada a abertura indiscriminada do canal de comunicação com o mar pelo Regimento de Engenharia, a pedido da Junta de Freguesia de Paramos.

A QUERCUS irá em breve colocar nos limites da reserva natural placas de sinalização apelando à sua conservação e preservação. Os Presidentes das Câmaras Municipais de Espinho e de Ovar irão ser mais uma vez contactados no sentido de um maior empenhamento na defesa deste valioso património natural.

Octávio Lima,
Espinho Vareiro, 5 de fevereiro de 1993.