SUSPENSA A DEMOLICÁO DO VELHO CASINO?

ADJUDICATÁRIA ABANDONA A OBRA


Não só a concretização das obrigações que a empresa concessionária da zona de jogo de Espinho se mantém em deporável atraso de realização por razões que só a ela e ao Conselho do Inspecção de Jogos dizem respeito, como também factores furtuitos, consequentes duma discutível visão de rentabil;dade, continuam a retardar ainda mais os atrasos permitidos. Esta a realidade que mais se ajusta aos factos presentes e que estão à vista de todos os espinhenses.
Particularizando o caso do edifício do Casino, a sua edificação deveria estar pronta no fim do ano de 1979, e só se construiu metade, estando na origem deste facto a decisão de manter em funcionamento o edifício velho enquanto se construía a parte nova.
Agora, na demolição do velho edifício para construir a metade em falta, a firma de Lisboa que adjudicou a empreitada, depois de estar tempos infindos a retirar materiais para aproveitar, acabou por abandonar os trabalhos sem dar conhecimento, retirando os trabalhadores e deixando o esqueleto de paredes e estruturas de cimento armado em pé.
Vai-te lucro que me dás perca, diz o ditado popular. E com esta orientação a obra está à vista: uma visão permanente dumas ruínas que já são um ex-libris da cidade.

Espinho Vareiro, 15 de fevereiro de 1980.