Nos últimos anos não há empreitada por conta do Município espinhense que não seja sobrecarregada com «trabalhos a mais» apresentados pelos construtores adjudicatários. Não deixa de ser estranho que depois de ser elaborado concurso público obedecendo a normas e conceitos legais e as propostas apresentadas pelos concorrentes serem devidamente (!?) analizadas pelo Departamento de Equipamentos Básicos de Câmara, os empreiteiros apresentem facturas de « trabalhos omissos» ou « trabalhos a mais» em todas obras, sejam grandes ou pequenas e sejam premiados.
Nos casos das Nave Desportiva e Clube de Ténis, por exemplo, ost rabalhos a mais» já orçam em dezenas de milhar de contos, e no arranjo e pavimentação da rua 36, uma obra menor presentemente em curso, já foi apresentada uma factura de «trabalhos a mais» no valor de 2.890 contos. A moda pegou e não deve acabar tão cedo. Ou nunca!
Espinho Vareiro, 16 fevereiro 1996.