AMBIENTE

COSTA OBSERVADA


Membros do Clube do Ambiente da Escola Secundária do Dr. Manuel Gomes de Almeida realizaram na manhã de Domingo passado, 23 de Março, a sua 5ª observação costeira, este ano lectivo, do concelho de Espinho entre a foz da Ribeira do Mocho e a Lagoa de Paramos. 
Continua a haver lixo nas praias, especialmente na zona supratidal. O lixo abunda especialmente a sul da ex-fábrica Brandão Gomes, na Ribeira de Silvalde, junto ao ringue e junto das cabanas dos Ciganos. 

Dunas destruídas 

Há zonas devassadas por trânsito automóvel, nomeadamente de jipes e motas. Foram observadas muitas marcas de rodados em toda a zona do frágil cordão dunar entre a Ermida de S. João e a Lagoa de Paramos. É lamentável que se permita a perpetuação deste estado de coisas que, a breve trecho, acabará por destruir uma das poucas zonas aprazíveis do concelho. 
As Praias da Seca, Azul e da Baía não estão livres desta praga que pulula mercê das facilidades de acesso a norte do "Folhetas Astória" e pelas rampas junto à Piscina Solário Atlântico e outras a sul. Tem sido frequente a observação de motas a passear-se impunemente nestas praias. 
Há pluviais que continuam a ser indevidamente utilizados para fins que ultrapassam o previsto: escoar a água das chuvas. O pluvial da Rua 33 continua a correr com água porca e mal cheirosa, sinal de que há algures ligação ou ligações ilegais e/ou clandestinas de esgotos.
O pluvial do Largo de S. Pedro parece também estar a ser vítima de abusos. Como se explica a persistência de uma enorme mancha escura junto à sua saída?

Águas sujas 

Quanto às ribeiras, a de Silvalde e a de Sabuão (junto do aeródromo) continuam, lamentavelmente, a correr com todo o tipo de poluentes imagináveis. 
A Ribeira do Mocho não raro à 2ª feira corre preta. A Ribeira que passa junto à antiga fábrica do Castelo junto ao Castro de Ovil, corre durante a semana com um líquido branco sujo. 


Tardam as medidas municipais e intermunicipais para a resolução do problema. 
Um problema que parece estar em vias de solução é o triste espectáculo de lavagem de carrinhas frigoríficas de transporte de peixe nas traseiras do cemitério. Depois da intervenção das autoridades políticas locais, alguns relapsos alteraram os horários de lavagem e fizeram deslocar a operação para nascente, mas a PSP tem estado atenta. 
Por último, e quanto a chaminés, a da Fosforeira é a que mais fumo preto vomita a toda a hora. A da Piscina Solário Atlântico também vai lançando fumos claros, e, às vezes, espirra e desentope-se lançando para a Rua 6 pequenos pedaços de material semelhante a ferrugem. Há ainda outra chaminé, rasteira, junto da Ponte d'Anta que dá um ar da sua graça.
Octávio Lima
Espinho Vareiro, 27 de março de 1997