BALNEÁRIO MARINHO A MEIO GÁS


Um dos equipamentos do Município que mais importância tem a nível de saúde e turismo está a funcionar deficientemente, e não se prevê a sua recuperação imediata por manifesta falta de vontade.

Na verdade o Balneário Marinho desde que abriu sempre esteve operacional, apesar da falta de alguns equipamentos previstos no projecto inicial, como é o caso das agulhetas de pressão e chuveiros circulares. E, mesmo os painéis solares instalados para o aquecimento da água depois de inaugurados também nunca funcionaram nem houve quem se incomodasse em pô-los a funcionar, estando hoje arrumados num armazém. E até o aquecimento do ar ambiente está a funcionar a 20% da sua capacidade. Agora são precisas urgentes obras de manutenção no edifício e nada está previsto acontecer. 
Sendo um equipamento único no País, a sua rentabilização passa pela tomada de medidas conducentes os serviços que presta não sejam medíocres. Antes pelo contrário. 
A sua piscina de água quente é frequentada por cerca de 11.500 pessoas por mês, e os outros tratamentos disponíveis por 10.500 no mesmo período de tempo, o que perfaz anualmente o número mirabolante de 260.000 clientes! 
O rendimento destas entradas e do Bar orça os 60 milhares de contos e as despesas com o pessoal, aquecimento e limpeza ultrapassa aquele número significativamente. O que provoca resultado negativo na exploração, e parece não afectar os responsáveis camarários...
Espinho Vareiro, 24 de março de 1995.