DESPEDIMENTO COLECTIVO NA SEF SOCIEDADE DE ESMALTAGEM E FUNDIÇÃO, L.DA


Em comunicado à imprensa, o Presidente da Câmara, José Mota, afirma que tomou conhecimento, em audiência que concedeu ao Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Distrito de Aveiro e à Comissão Sindical da Empresa SEF — Sociedade de Esmaltagem e Fundição, Lda. de Espinho, de que a gerência da referida empresa se propõe encerrar as instalações fabris e despedir os 45 trabalhadores oferecendo-lhes o pagamento cerca de 30 por cento das indemnizações que lhes são devidas por Lei.
José Mota lamenta o anúncio de encerramento de mais uma unidade fabril e os consequentes reflexos, do ponto de vista social, que daí advirão.
E continua: De resto, ao tomar igualmente conhecimento de que a empresa SEF adquiriu a responsabilidade pela totalidade dos trabalhadores que foram da sua antecessora, Manuel Francisco da Silva e Ca. Lda., sem ter adquirido o Património que àquela pertencia, manifesta estranheza por tal procedimento tanto mais que não se vislumbram razões que conduzissem à constituição de uma nova empresa — a SEF. Esta medida de gestão, a não existirem outras razões que a justifiquem, só poderá entender-se no quadro da diminuição real das garantias dos trabalhadores assalariados que, por inexistência de património, poderão ser compelidos a aceitar uma redução significativa do montante das indemnizações que por Lei, lhes são devidas.
Por fim o Presidente da Câmara «lamenta esta situação, e faz votos para que o diálogo e o bom senso prevaleçam e, convicto de que o património de Manuel Francisco da Silva e Ca. Lda não virá a ser destinado à especulação, apela aos organismos oficiais competentes na matéria para intervirem no sentido de evitar o encerramento, obviando assim aos graves inconvenientes sociais que daí resultarão para o Concelho a que preside.»

Espinho Vareiro, 25 de março de 1994