EXECUTIVO CAMARÁRIO

REPOSTA A LEGALIDADE NA CONTRATAÇÃO DE 15 CANTONEIROS

A Câmara deliberou por maioria, no passado dia 10 de Março, abrir concurso para admissão de 15 cantoneiros, repondo assim ilegalidade num processo iniciado em Setembro passado. Naquela altura, Casal Ribeiro (CDU) insurgiu-se por não ter havido concurso e denunciou haver discriminação e compadrio na selecção dos 15 cantoneiros sem que José Fonseca (CDS), responsável por aquele pelouro, rebatesse publicamente estas acusações. Posteriormente, em 17 de Outubro, a CDU levou o caso à Assembleia Municipal. Todavia, tanto os argumentos de Jorge Carvalho como os de António Gonçalves (PSD), que defendeu a racionalização dos recursos humano sem a qual a Câmara podia vira tomar-se um «asilo» (sic), apenas mereceram a ironia de José Fonseca que apontou o vogal da CDU como modelo do perfil para os cantoneiros a contratar. Jorge Carvalho respondeu ominosamente: «Pode chamar-me varredor, mas varredor político para varrer as ilegalidades e métodos pouco ortodoxos da Administração Local». Naquela Assembleia a moção da CDU acabou por ser derrotada pela maioria PSD/CDS. A recente deliberação camarária veio repôr a legalidade, numa atitude que nos apraz registar.

DEPARTAMENTO TÉCNICO CONTRA A DESAFECTAÇÃO DA PRAÇA DE TOUROS

O Departamento Técnico não vê razão para se proceder à desafectação da Praça de Touros solicitada pela Junta de Freguesia de Espinho, «a menos que se queira dar outra utilização ao terreno em que desapareça o interesse público». Segundo o parecer daquele Departamento, a Praça de Touros é, de acordo com o Plano de Urbanização, um edifício de interesse público onde se chegou a prever a construção de uma escola primária.
Espinho Vareiro, 20 de março de 1992.