ISTO É QUE VAI UM FOLCLORE!


1 — Toda a gente quer habitação. As Juntas, a Câmara, o Governo, a Assembleia da República, e outras entidades gritam que é preciso resolver o problema da habitação! Então porque é que a Junta de Paramos vendeu as casas da Solverde (4 casas, que davam para 4 famílias) e já se prepara para vender os terrenos da Quinta do Rola, dadas pela Solverde, para, segundo cremos, acudir a despesas de um Infantário, despesas essas que competem ao Poder Central e não estão na esfera de competência das Juntas? Será que a Junta de Paramos terá o desplante para pedir casas de habitação social para as Freguesias? Com certeza que não tem, pois já vendeu as que tinha e inclusivamente se propõe vender os terrenos que dariam para construir mais. É ao Govenno que compete construir Infantários e suportar as suas despesas, e não às Juntas de Freguesia que têm funções bem diferentes. Não será isto demagogia e desbaratar os bens da Freguesia? 
2— Porque razão é que a Mesa da Assembleia Municipal, (refugiando-se em argumentos regimentais, não se preocupando sequer em perguntar à Assembleia Municipal a sua opinião), não permitiu que fosse lida, discutida e votada uma proposta em que se solicitava ao Governo comparticipações ou subsídios para acudir às Autarquias do País, lesadas com os recentes temporais, ao abrigo do n.° 2 do Art ° 16.0 de Lei 1/79? Será que os elementos da Mesa durante os temporais foram passar férias ao Estrangeiro e não assistiram, ou desconhecem, as destruições que se verificaram banto cá como por todo o País? Não se lembram que ainda há dois ou três anos o Governo de então concedeu só para Espinho cerca de 10.000 contos para acudir a estragos e que o Poder Local fez força para que o dinheiro viesse. Será que a tal proposta vai ser votada no Verão? (...)
A VASSOURA (33)
Espinho Vareiro, 26 de março de 1982