RIO BAJUNCO ESPERA ACÇÃO DE DESPOLUIÇÃO


O Bajunco é o rio que, passando no Lugar do Bajunco, em Anta, toma o nome de Rio Chetas , Rio Pedra, e Rio Largo, até desaguar em Espinho, fazendo fronteira natural com o concelho de Gaia.

ABAIXO-ASSINADO

Há dois anos, um grupo de moradores do lugar resolveu alertar as autoridades locais para o estado de elevada poluição do rio. Este corajoso grupo foi por elas criticado por estar a exagerar a situação e desconhecer situações piores noutros rios.

"Eu não me interessa como estão os outros rios, que não os conheço. O que me interessa é este rio que ma paassa à porta", recorda-se o Sr Artur Teixeira de ter dito às autoridades. Nunca cruzando os braços, o mesmo grupo organizou um abaixo-assinado que dirigiu à Junta de Freguesia de Anta.

PARA INGLÊS VER?

Em Sdetembro do ano passado, um membro da Junta de Freguesia e Anta e um mandatário da da Delegação de Saúde deslocaram-se ao local para observação. Viram e convenceram-se.

Viram campos de regadio abandonados por não poderem ser regados com a água contaminada. Viram a mina do Ramos em putrefação, cujas águas antigamebte eram recomendadas para a cura de problemas do fígado. Viram a profusão de cores das águas do Bajunco, desde o amarelo ao vermelho, passando pelo castanho e pelo cinzento esverdeado. Viram silvas queimadas por ácidos. Cheiraram os miasmas nauseabundos. E levaram todos estes dados consigo para encaminhar a resolução do problema. Até agora.

CARTONAGEM RESPONSÁVEL?

Segundo informações colhidas em Bajunco, é provável que a poluição do rio se deva ao aumento das instalações e transformações operadas há três anos numa cartonagem situada nas imediações. A referida cartonagem que até há três anos se limitava a fabricar caixas de cartão, continua a fazê-lo mas produzindo também a respectiva matéria-prima.

SOLUÇÃO PARA QUANDO?

Passado que é quase meio ano depois das entidades terem tomado conhecimento do problema e prometido resolvê-lo, os moradores de Bajunco começam a interrogar-se se realmente as suas preocupações foram tomadas a sério. As nossas fontes garantiram-nos que tudo farão para conseguir limpar o rio. Com a ajuda das entidades responsáveis, claro.
Octávio Lima
Espinho Vareiro, 8 de março de 1991

Ribeira do Mocho em 14 de maio de 2019.