ASSEMBLEIA MUNICIPAL

HAJA SAÚDE

«Isto não é uma questão política. É uma questão de direito de cidadania dos Antenses», disse Jorge Alves defendendo uma moção sobre a actual crise da Unidade de Saúde de Anta, assunto debatido na passada 6.ª feira, 11 de Abril.


Segundo aquele vogal social-democrata, assistia-se à tentativa de esvaziamento dos serviços daquela Unidade de Saúde, nomeadamente com a diminuição do número de médicos, uma vez que a sua saída não era compensada por qualquer tipo de recolocação. Escandalosa era a retirada administrativa de fichas de doentes e o seu envio para a congénere de Espinho, como aliás acontecera com a mãe de Jorge Alves. Havia, pois, muita gente prejudicada e cujos direitos tinham que ser defendidos. Seria possível estar-se das 9 horas ao meio dia à espera de se ser atendido para uma coisa tão simples como mudar um penso? Pois isso acontecia frequentemente às segundas e às sextas. Sobre o caso já corria um abaixo-assinado com cerca de 90 assinaturas, informou João Félix, Presidente da Junta de freguesia de Anta. Posta à votação, a moção colheria a unanimidade. Expressava-se a discordância pela diminuição dos quadros médicos, pessoal de enfermagem, administrativo e auxiliar da Unidade de Saúde de Anta, exigia-se a colocação do pessoal indispensável para o atendimento adequado das pessoas carenciadas de cuidados de saúde, e apelava-se ao empenhamento da Câmara na busca de soluções junto das entidades responsáveis.


Segurança sim

Unanimidade mereceu também uma recomendação do PSD sobre o problema do cruzamento da Estrada Nacional 326 e o 101. Pedia-se à Câmara que, junto da Junta Autónoma das Estradas, tudo fizesse para acabar com os acidentes naquele cruzamento. Os semáforos lá colocados estavam muitas vezes avariados, causando situações de enorme perigo. Até porque ainda se ouviam os ecos da promessa de José Mota liderar um movimento popular contra este estado de coisas, lembrava o documento subscrito por Jorge Alves e João Félix.

O ponto 6 da ordem de trabalhos — aprovação do pacote de regulamentos sobre obras particulares -, foi adiado, por proposta de José Azevedo, Presidente da Mesa, para a próxima sessão da Assembleia.
Octávio Lima
Espinho Vareiro, 18 de abril de 1997