Como se não bastasse todo o imbróglio que tem caracterizado o Balneário Marinho da Piscina Municipal desde o seu primitivo projecto até ao seu incompleto apetrechamento, passando pelo arremedo de concurso de admissão de pessoal que escandalizou todo o concelho, surge agora a
«burla» aos utilizadores, que julgam estar a tomar banhos de água salgada e têm água doce à mistura.
Esta novidade foi revelada na última reunião pública da Câmara e mereceu do vereador Rolando Sousa o desabafo: «Se não resolvemos o problema, o melhor é fechar o Balneário, porque senão estamos a fazer uma burla, a dar água doce em vez de salgada».
Nós entendemos que a facilidade com que o senhor vereador dá a mão à palmatória em assuntos em que a sua inteira responsabilidade está em causa é muito grave, por habitual, e demonstra uma relapsa irresponsabilidade. Os casos do Complexo Desportivo e da eleição do melhor atleta do ano, além de outros mais, são disso prova irrefutável.
O senhor vereador tem que assumir as suas responsabilidades com isenção e preocupaçao porque para tal assinou um compromisso de honra. Se não tem capacidade, desista.
A solução para este estranho caso parece ser a abertura de um novo poço e outra galeria de captação que vai custar à volta de 700 contos e estará a cargo de uma firma da especialidade. Entretanto contactámos o encarregado da Piscina que nos afirmou o problema estar provisoriamente resolviido.
Espinho Vareiro, 12 de abril de 1985