Há 25 anos começou a falar-se no parque da cidade por causa da implantação do estádio municipal e no boicote que alguns dos proprietários fizeram para a sua concretização. Hoje, com duas grandes infraestruturas em vias de serem inauguradas, o parque continua a ser uma miragem sem projecto paisagístico ou iniciativas que levem àsua realização imediata.
A Nave Desportiva e o Complexo de Ténis deviam estar prontos agora no fim do mês de Março para a inauguração oficial, como não estiveram no prazo legal, meses atrás. Também não estão aprontadas as infraestruturas de saneamento, abastecimento de água, electricidade e arruamentos para peões.
E com toda a área envolvente em estado selvagem desmazelado a Câmara arranjou maneira de levar a efeito, na primeira semana do mês de Maio, uma poule internacional de voleibol de apuramento para as Olímpiadas de Atlanta. E como não havia acessos à Nave, está em construção acelerada o segmento que vai da E.N. 326 (Anta-Esmojães) até ao local de estacionamento para remediar a falta.
Dada a inexistência de um estudo de impacto ambiental para as realizações em curso e previstas, as asneiras inevitavelmente teriam de aparecer, asneiras difíceis de resolver e impeditivas da usufruição do espaço em condições ideais de imediato e no futuro próximo.
Agora terá que ser utilizada a solução dos remedeios pontuais para ir compondo a imagem do Parque Citadino, até que haja o necessário estudo paisagístico aprovado para pôr em prática.
A nova meta para a conclusão das obras é o início de Maio, devido à necessidade da realização da poule de voleibol internacional. E esta não falhará, nem que a chuva não permita.
A.M.
Espinho Vareiro, 4 de abril de 1996