ASSEMBLEIA MUNICIPAL

A necessidade de instalações condignas para a Assembleia Municipal, as demoradas obras no cinema do Casino e a catalepsia urbanística da cidade foram os tópicos debatidos na última Assembleia Municipal.

A discussão de uma moção do PS denunciando as insuficientes e desadequadas instalações da Assembleia Municipal abriu os trabalhos da reunião de 3 de Maio. 
Enquanto Carlos Gaio (PS) e Rui Abrantes (CDU) consideravam que a Câmara tinha ignorado ostensivamente as sucessivas recomendações da AM para a resolução do assunto, Jorge Carvalho (CDU) lembrava ainda o voto favorável do PSD que, há meses, subscrevera um documento conjunto exigindo a transferência da AM para o rés-do chão do edifício camarário. 
Por outro lado, Romeu Vitó informava que a questão estava a ser resolvida e que a actual sala de reuniões reconquistaria a dignidade perdida. 
Motivo para Dulce Campos (PSD) dizer que não via qualquer razão para a moção, que foi aprovada por maioria com os votos contra do PSD. 

Santa Engrácia e Morfeu 

Seguiu-se uma proposta da CDU solicitando a aceleração da execução das obras no cinema do casino de modo a estarem concluídas antes do verão. 
«A proposta não se justifica até porque só há 15 dias a Câmara aprovou o anteprojecto. E, por serem obras com concurso público, demoram muito mais tempo do que seria normal» (sic), avançava Dulce Campos. 
Perplexo, Jorge Carvalho interrogava-se como podia ter o casino colocado taipais e tapado janelas ainda antes da aprovação do anteprojecto. Instado, Romeu Vitó pouco ou nada acrescentou. Apenas teve o condão de arrancar dos braços de Morfeu o funcionário encarregado do sistema sonoro. A proposta viria a ser aprovada com 11 votos contra do PSD e a abstenção de Jorge Alves (PSD). 

Catalepsia urbanística 

Mereceu unanimidade uma recomendação do CDS no sentido de um maior rigor e exigência na qualidade da construção urbana. 
Segundo Correia de Araújo, a Câmara não tem controlado a qualidade da construção nem tem encorajado a criatividade, «levando a que a construção em Espinho se apresente hoje como uniforme, cataléptica e monotípica, caracterizada por alguma palidez urbanística onde a opção se situa quase sempre entre um revestimento a pastilha branca ou beije/amarelo claro» (sic). 

Octávio Lima
Espinho Vareiro, 14 de maio de 1993