PARA OBRA DE 2 MILHÕES DE CONTOS
Com os votos contra de Casal Ribeiro, Bártolo e Rolando e favoráveis de Romeu Vitó, Elsa Tavares e Fonseca foi necessário o voto de qualidade do Presidente para aprovar a entrega do projecto de remodelação da Piscina à firma francesa JAPAC.
Recorde-se que esta empresa apareceu há anos por mão de um espinhense radicado em França a negociar particularmente o projecto de transformação da Piscina. Pelo esboço do projecto levou 25 mil contos, verba que a Secretaria de Estado do Turismo abonou por conta do dinheiro do jogo, operação de muito duvidosa legalidade. Depois disto, a JAPAC insurgiu-se contra a abertura do concurso público, fazendo eco em certa imprensa que acionaria a Câmara se isso acontecesse porque lhe tinha sido prometido de mão beijada a obra.
E agora, num golpe, que de facto não é pacífico, é escolhida pelo júri de dassificação dos candidatos e, posteriormente em sessão da Câmara, é escolhida com os votos contra de três vereadores que fizeram longas declarações de voto que publicaremos no próximo número.
Um caso, mais um, para dar que falar, até porque a obra vai custar cerca de dois milhões de contos e a Câmara só vai ser subsidiada com 1,100 mii.
Onde estão os outros 900 mil?
Uma perguntinha inocente. Porque é que a Câmara Municipal
de Espinho continua a tocar para a frente o projecto de um milhão
e meio de contos, de transformar a Piscina Municipal em « Aqua-Park»? Isto apesar de tal projecto ter sido «barrado» na Assembleia Municipal, inclusivamente com a abstenção do PSD?
Insondáveis mistérios da laranjite aguda que assola este
País... O Perguntador.
Espinho Vareiro, 14 de junho de 1991