Ambiente

INSPEÇÃO COSTEIRA


Um grupo de alunos e professores participou na manhã de Sábado passado, 27 de Abril, em mais uma caminhada de observação costeira organizada pelo Clube de Ambiente da Escola Secundária do Dr. Manuel Gomes de Almeida.

Duas cenas desagradáveis marcaram o grupo. A primeira, crianças a brincar dentro do canal de água suja e mal cheirosa que escorre do esgoto que sai no enfiamento da Rua 33. A segunda, crianças a brincar ao pé de uma fogueira num monte de lixo na "mata", ao pé do campo de futebol vedado com rede. 
Para além de se congratular pelo facto da erosão costeira se revelar estacionária, o grupo registou ainda o seguinte: 
1. A foz do Rio Largo encontrava-se desbloqueada e as águas corriam ligeiramente escuras. 
2. As águas da Ribeira de Silvalde corriam, como de costume, muito poluídas e mal cheirosas. Lamentavelmente, a quantidade de lixo espalhado na zona parecia ser maior do que no início do mês passado. Atitudes e comportamentos a merecer, de certo, medidas adequadas por parte de quem de direito. Por exemplo, mais contentores em sítios mais acessíveis por parte dos moradores, maior frequência na recolha do lixo... 
3. Era enorme a quantidade de excrementos e de garrafas de plástico na zona compreendida entre o Largo de S. Pedro e o Bairro dos Ciganos. 
4. Continua desaparecida a tabuleta que identificava a zona de reserva natural da Lagoa de Paramos/Barrinha de Esmoriz e que estava colocada perto do polémico hangar do aeródromo de Paramos. 
5. Continua facilitado o acesso de jipes à Praia de Paramos, pois ainda não foram recolocadas duas travessas de caminho de ferro no fim da trilha. 
6. Também continua facilitado o acesso de jipes à praia ao fundo da Avenida 8, a norte. 
É de referir que, naquela mesma tarde, por volta das duas horas, dois motociclistas pavonearam-se com as suas motas por entre os banhistas na Praia Azul. Infelizmente não havia autoridade competente para actuar em conformidade. O ambiente em geral e a bandeira azul em particular merecem muito mais respeito. E medidas de prevenção...

Octávio Lima
Espinho Vareiro, 3 de maio de 1996