Assembleia da Freguesia de Paramos

JUNTA GERE CAPELA MORTUÁRIA

Imagem: Google Maps, agosto 2009

A Junta de Freguesia de Paramos vai mesmo gerir a capela mortuária por si construída. Por terra ficam as tentativas do Padre Saúl controlar o processo.
Assim o disse o plenário da Assembleia de Freguesia de Paramos reunido segunda-feira, 28 de Abril. E foram muitos os argumentos avançados pelo Presidente da Junta, Américo Castro, e que pesaram na aprovação unânime da proposta avançada por Jorge Sá.
Primeiro, havia a já famosa indisponibilidade do Padre Saúl. Segundo, a capela tinha que servir todas as pessoas da freguesia, independentemente de serem ou não católicas, apostólicas ro- manas. Terceiro, não se podia correr o risco de ceder a gestão da capela a quem já tomara de ponta muitas famílias. Depois, quem agora se mostrava tão interessado na capela mortuária nunca mostrara interesse na preservação da velha capela de S. João ameaçada pelo avanço do mar. Finalmente, o projecto e o financiamento tinham sido da Junta.
(...)

Desastre total 

Foram também criticadas as seguintes situações: 
1. As obras na EN 109 são, segundo Américo Castro, «um desastre total». E Ferreira da Silva não poupou os técnicos da JuntaAutónoma das Estradas e da Câmara Municipal de Espinho a quem chamou «inaptos». «Estão a gozar com Paramos», disse. 
2. «Não há política ambiente no concelho», disse Luís Martins. «Num concelho que se diz turístico, é caricato não haver um único curso de água limpo». E, para Ferreira da Silva, era preciso «dar um murro na parede» para se limpar a Lagoa de Paramos. E para isso seria importante a colaboração dos jornalistas locais. O pior é que «o ambiente, a Lagoa de Paramos» não dão votos, reafirmou Américo Castro.
Octávio Lima
Espinho Vareiro, 9 de maio de 1997