Assembleia de Freguesia de Anta

ANTA A GUIAR


A elevação de Anta a Vila, a gestão do Parque Desportivo de Cassufas e a Conta de Gerência de 1992 foram os assuntos abordados na reunião de 4 de Maio. Dois fregueses e dois colaboradores de jornais locais presenciaram.

«Manuela Aguiar é quem melhor representa Espinho», dizia Jorge Alves (PSD) sobre a autora do documento defendendo a elevação de Anta a Vila e já publicado no Diário da República. 
Embora os três membros da CDU duvidassem dos reais benefícios a colher pela futura Vila, predominou a unanimidade. «Trata-se de uma jogada de antecipação, porque depois virão transferências de competências», concluía Jorge Alves. 
Rápida foi também a aprovação da Conta de Gerência: 8 votos a favor (PS + PSD) e 3 abstenções (CDU). O reconhecimento, por parte da mesa, do excesso de verbas orçamentadas, não pareceu merecer interesse especial. 

As competências de Cassufas 

Mais vivo foi o debate sobre a transferência de competências para a Junta de Freguesia gerir o Parque Desportivo de Cassufas.
«A Junta deve exigir a electrificação do campo e isso deve fazer parte do Plano de Actividades. A transferência de competências deve ser acompanhada pela transferência de verbas», defendia Fernando Fernandes (CDU), aliás coadjuvado por Manuel Faria, Presidente da JF, e por Jorge Alves, que exigiam ainda o direito de superfície da área do Parque. Na votação prevaleceu esta unanimidade. 
E, em epílogo, a aprovação de uma sugestão da CDU: um representante de cada um dos Partidos representados na Assembleia de Freguesia deverá fazer parte de uma comissão para acompanhar a negociação das transferências. 
Tudo porque «às vezes é melhor ter boa memória do que boa inteligência», como disse Fernando Fernandes. 

A Lei do Lameirão 

No período dedicado à intervenção do público, foram intensamente postos em causa os atropelos à lei por parte de um proprietário do Lameirão que persiste em não dar passagem pública junto ao rio, aliás zona de domínio público. Segundo os intervenientes, tudo serve, desde p,antarsalgueiros para servir de obstáculo até ameaças a garotos. 
Segundo Manuel Faria, já tinham sido feitas várias tentativas para resolver o caso. Em vão. Sugeria, agora outra: a constituição de uma comissão composta por representantes dos Partidos políticos com assento na Assembleia de Freguesia para, junto do proprietário do terreno e do vendedor, conciliar uma solução. 
A fechar, a CDU prestou pública homenagem a Artur Teixeira, munícipe que, pela sua constante denúncia de casos de poluição do Rio Bajunco/Rio do Mocho, provocara a vinda de altas autoridades ao local. 

Octávio Lima
Espinho Vareiro, 14 de maio de 1993