Finalmente! Quarteirão vai ser demolido


Na sessão da Câmara de há oito dlas, fol deliberado adjudicar a Manuel da Almeida Couto, Lda. a
empreltada de demolição do famigerado quarteirão da Marisqueira, conjunto de habitação em ruina do tempo da fundação de Espinho, que se situa entre as ruas 2, 4, 19 e 21, em pleno centro de veraneio da cidade.
O quarteirão é um autêntico escarro que não mereceu nunca uma verdadeira atenção das autoridades locais pós 25 de Abril para resolver a sua demolição, que atribuiam à exploradora da zona de jogo que tinha no seu inicial programa de contrapartidas de demolir o quarteirão e no sub-solo construir um parque subterrâneo para automóvels. Todavia a política local, liderada por Bártolo, foi ultrapassada, sem que se impusesse, por contínuas mudanças de programa de obrigações da Solverde apadrinhadas por Nandim de Carvalho e outros, a obrigação de parque subterrâneo foi anulada.
A Solverde, entretanto, construiu o Aparthotel e nunca mais se preocupou com a resolução do problema, demonstrando uma inqualificável atitude afrontosa em relação ao poder local e indecente alheamento em relação à defesa da componente turística do concelho que se propôs defender no seu programa concorrente à exploração da zona de jogo.
Hoje, no termo da concessão, a Solverde aplica duas centenas de milhares de contos no futebol espinhense, e deixa que a Câmara assuma por modestos mil e seiscentos contos, a demollção do quarteirão em ruína!
É assim a Gulbenkian espinhense.

Espinho Vareiro, 15 de maio de 1987