LINHA DE RUMO


Numa altura em que aparecem tantas e tão variados jornais, um pouco por toda a parte e, existindo, por outro lado, dois em Espinho, parecia não justificar o aparecimento de mais um. 
Na verdade, a crise que atravessa, presentemente, a imprensa regional nos seus aspectos económicos e a existência de dois jornais, não aconselhavam, à primeira vista, a alimentar qualquer ilusão no sentido de se fundar aqui mais um órgão de comunicação social.
No entanto, depois de uma reflexão profunda por todos quantos se interessam por .uma informação isenta, levou à conclusão de que em Espinho existia, de algum tempo a esta parte, um espaço em aberto para um órgão independente que não se submetesse a orientações e pressões de quaisquer grupos políticos, sociais ou económicos. 
É precisamente esse espaço que «Espinho Vareiro» vem preencher, plenamente convicto de que esse espaço tinha de ser urgentemente ocupado para veicular uma informação livre, isenta, objectiva e verdadeira, subtraída de quaisquer intenções demagógicas ou partidárias, decidida a defender os mais legítimos interesses de Espinho e seu termo. 
Será baseado na Verdade, na Justiça e na Liberdade que «Espinho Vareiro» pautará a sua conduta, não lhe interessando ataques pessoais a quem quer que seja, antes tentará conduzir a sua informação dentro de um critério de crítica construtiva, a única que pode levar à reflexão e à concretização dos mais justos anseios de toda uma região. 
Quer ainda «Espinho Vareiro» estender a sua acção a toda a faixa litoral que vai de Ovar a V. N. de Gaia, fugindo àquele bairrismo tacanho e mesquinho que tantos atrasos tem causado, antes alargando-se num regionalismo de grande alcance na defesa das potencialidades turísticas de toda uma zona, antigamente e apenas ela, denominada de Costa Verde. 
Cremos que, saindo das nossas fronteiras concelhias para defender toda a região litoral que nos envolve, é um serviço altamente meritório que prestamos não só ao concelho de Espinho mas também a uma vasta zona de magníficas praias que, constituindo já uma atracção para o turista e veraneante, será, num futuro próximo, ponto de encontro para o turismo internacinal e fonte de divisas para o nosso país. (...)
FRANCISCO AZEVEDO BRANDÃO
Espinho Vareiro, 13 de junho de 1979