Está a causar certa perplexidade em meios locais as notícias veículadas pela grande imprensa sobre o custo de 2,4 milhões de contos que importa a construção do Hotel da Granja, obrigação contratual reversível para a exploradora do jogo.
É de facto uma verba fabulosa, praticamente o dobro da investida pela Solverde no nosso concelho, em todas as contrapartidas desde o início da concessão tendo em conta a inflacção.
Não colhe pois andarem por aí a dizer que se vier outro concessionário explorar o Casino a partir de 1989, as contrapartidas não serão feitas em Espinho, porque até agora não foram a Rampa da Falperra, o hangar dos barcos na ria de Aveiro, a marina de Leça e o Hotel da Granja.
Espinho Vareiro, 8 de maio de 1987