Este foi o assunto quente da reunião da Assembleia Municipal de 14 de Maio e que aí fez deslocar inúmeros moradores do referido quarteirão, que, ávidos em saber do seu futuro, permaneceram como observadores apesar do adiantado da hora.
Abandonando o projecto de há 20 anos de construir na zona uma escola, e sob proposta de meia dúzia de moradores, a Câmara Municipal tinha elaborado um Plano de Pormenor para a referida área.
Tratava-se, nesta reunião, de o aprovar. As tentativas de desdramatizaçao da questão por parte de Romeu Vitó e Rolando de Sousa (PS) informando que a Câmara Municipal não iria expropriar nem deitar nada abaixo e que os moradores poderiam construir ou reconstruir mas de acordo com as regras estipuladas pelo Plano de Pormenor não conseguiram o efeito desejado nem pareceram esclarecer minirnarnente as várias bancadas partidárias.
Prevaleceram as dúvidas acerca das garantias de igual tratamento em relação aos moradores e/ou proprietários da referida zona, bem como sobre o valor do seu património histórico. Como rescaldo, duas propostas semelhantes, uma do PSD e outra do PS no sentido de fazer regressar o Plano de Pormenor à Câmara Municipal para ser reanalisado e, eventualmente, aguardar pelo Plano Director, foram aprovadas com a abstenção do CDS.
Espinho Vareiro, 18 de maio de 1990