No dia 12 de Maio, Valdemar Ribeiro fez aprovar o aumento das tarifas de água, salientando que a actualização, longe de cobrir os custos de captação, tratamento, distribuição, contagem, contabilização, cobrança e manutenção, apenas permitiria diminuir os actuais défices. A subida, com efeitos a partir de 1 de Junho, é consequência do preço de compra acordado entre aquele Autarca e a Câmara de Gaia há pouco tempo: 24$00 o m3. Contra a decisão estiveram os Vereadores Casal Ribeiro, Artur Bártolo e Rolando de Sousa, que consideraram ir o novo esquema tarifário prejudicar e penalizar os pequenos consumidores e favorecer os grandes.
Sobre a subida do preço da água, Memórias curtas de 1991:
- Carlos Gaio: « Na questão da água a política financeira da Câmara é cega» (AM, 13 maio)
- Jorge Carvalho: «Nisto da água, a Câmara tem uma política de hipermercado: quem consome mais paga menos» (AM, 13 maio)
- Ricardo Catarino: «As instituições de solidariedade social devem pagar a água pela bitola dos consumos comerciais e industriais para não cairem na tentação do esbanjamento» (AM, 13 maio)
- Valdemar Ribeiro
- - «Uma coisa que as pessoas esquecem é que Espinho tem água, ao contrário da maioria do País» (AM, 13 maio)
- - «O consumidor que não consome água custa à Câmara mais de 900 escudos por mês» (AM 5 março)
- - « Os pequenos consumidores de água dão prejuízo ao Município» (AM 13 maio)
- - «Os aumentos foram aplicados para capitalizar para poder estender a rede de abastecimento de água às aldeias» (AM 13 maio)
Espinho Vareiro, 22 de maio de 1992