Assembleia de Freguesia de Anta

Revisão adiada

Algo vai mal na gestão financeira da autarquia de Anta. Convocada para aprovar, em 25 de Junho, a revisão do Orçamento, a mesma foi adiada para 4 de Julho. É que o trabalho de casa estava mal feito. E o programa informático fora impotente para disfarçar os erros mais que evidentes.

"Formalmente não posso aprovar, mas se o Executivo demonstrar urgência e necessidade, aprovo", afirmou Jorge Alves concluindo a sua análise ao documento que justificava o pedido de revisão do Orçamento da Junta de Anta. 
Para o vogal socialdemocrata, havia dúvidas porque a Junta tinha criado novas rubricas depois da aprovação de um Orçamento que não as previa. Tudo porque, a pretexto da introdução de um novo modelo informático adquirido pela Junta, - ou enviado pela tutela, a questão ficou por esclarecer -, para preenchimento do Orçamento, a autarquia introduzira alterações na rubrica do Desporto. Só que, ironicamente, na coluna intitulada "Orçamento inicial", as verbas registadas eram zero. 
Não queríamos acreditar quando nos levantamos e espreitamos o documento por trás do ombro de Jorge Alves, porque o "Espinho Vareiro" não teve direito a cópia do documento. Mas estavam lá os zeros bem claros! 

Brasão 

A ordem de trabalhos foi salva pela pré-apresentação do brasão-estandarte da Vila de Anta. João Félix fez questão de sublinhar que agora estava tudo segundo as normas, contendo todos os elementos anteriormente considerados necessários: a mitra, a mó, as espigas, a anta e as ondas do mar. A apresentação pública oficial far-se-á após a missa de um dos próximos Domingos. 
A reunião acabou com alguns vogais a carpirem sobre os há muito estafados problemas das suas ruas.
Octávio Lima
Espinho Vareiro, 4 de julho de 1997