BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ESPINHO

 Até quando vai durar a contestação?


O «rescaldo» do incêndio que se iniciou há meia duzia de anos na Associação dos Bombeiros Voluntários de Espinho tarda a acabar, porque sempre se reacende de vez em quando.
A Direcção e o Comando têm resolvido divergências com o pessoal do corpo activo com processos disciplinares que culminam com a explusão da Associação. Por seu lado os bombeiros expulsos acusam de prepotentes as acções do Comando e da Direcção e de conivência a Inspecção de Incêndios da Zona Norte a quem têm exposto a situação existente. 
O que é um facto, e segundo as declarações de três bombeiros que nos procuraram para exporem publicamente as divergências existentes, foram expulsos da Associação, desde que o snr. Veiga Ribeiro é comandante, 42 bombeiros, entre os quais dois chefes. Este número só por si justifica que existiu motivo alheio à capacidade para o desempenho das funções que estão cometidas a homens que desempenharam as suas actividades humanitárias por largos anos, com distinção comprovada com louvores e condecorações. E esse motivo, bem no fundo, e segundo os declarantes, é político. Mais nos declararam, e nós comprovamos, que presentemente prestam a sua colocação na Associação, 25 bombeiros, 12 aspirantes 2 cadetes e 5 nadadores salvadores. Portanto, 45 elementos. 
A imprensa local e vários comunicados poli-copiados, tém dado a conhecer à população local as causas e os efeitos da actual situação, e tudo indica que o diferendo não terminará sem que se tente, desapaixonadamente, chegar a uma solução que termine, de vez, com o « incêndio».
As denúncias e ilegalidades que agora nos fizeram os três ex-bombeiros, constituem um somatório a considerar neste patético imbróglio. 
«EV» não deixará de procurar esclarecer com a Direcção e Comando da prestimosa Associação Humanitária, a razão que lhes assiste, sem que isso signifique mais nada do que contribuir para acabar com um caso que está a abalar uma instituição de utilidade pública e a prejudicar os cidadãos que a ela recorrem.

Espinho Vareiro, 10 de julho de 1981