Construções clandestinas demolidas

CÂMARA PROPÕE-SE CONTINUAR

O Executivo autárquico ordenou a demolição duma casa e dum aumento clandestino feito numa habitação do Bairrro Piscatório na Marinha de Si'valde. Iniciou-se assim a promessa feita pelo presidente do Município que não seria permitida a construção clandestina e com ela a institucionalização dum abuso que está a degradar acentuadamente as linhas urbanísticas do concelho e paralelamente a afectar futuras urbanizações que se pretendem dentro das condições de habitação elementares para uma vivência equilibrada. Os trabalhos foram executados por pessoal camarário e teve a presença de agentes da PSP afim de evitar que fossem impedidos de serem levados a cabo. 
Mas se a construção clandestina é uma praga dos nossos dias, também a falta de terrenos urbanizados e acessíveis à maioria dos necessitados de habitação, direito que a Constituição da República claramente refere, provoca a sua proliferação. SERÁ NECESSÁRIO e urgente que a autarquia mande elaborar o plano director do concelho e dê preferência à localização de núcleos urbanizados por toda a área concelhia e, outrossim, proceda à construção de casas sociais para acudir aos casos mais prementes de famílias a viver em condições infra- humanas. 
«EV» já abordou exaustivamente o problema dos clandestinos em Dezembro de 1984. Todavia, e até hoje, nada foi feito para obviar o problema em toda a sua extensão, e sem demagogia, como acontece em períodos pré-eleitorais. É, pois, tempo de actuar sem complexos ou inibições, e para já, mandar executar o Plano Director do concelho.

Espinho Vareiro, 20 de junho de 1986