ESTALEIRO DE BOTIJAS DE GÁS REACENDE CHAMA

Moradores das imediações das avenidas 24 e 62 estão a exigir à Câmara que promova a erradicação de um estaleiro de botijas de gás doméstico ali existente e agora o conflito agudizou-se com a proibição dos bombeiros da cidade, que não permitem a abertura de um moderno restaurante num antigo prédio, com frente para a Rua 62, por causa desse estaleiro. 
O referido estaleiro já ali está há mais de uma dezena de anos e o mesmo acontece com outros já existentes entre as ruas 15 e 19 e no coteiro da areia entre duas importantes fábricas e onde o ano passado deflagrou um incêndio, que só não teve consequências graves devido à pronta intervenção dos bombeiros. 
Ultimamente outro estaleiro foi instalado na Ponte de Anta, também contra o parecer dos bombeiros que disso deram conhecimento ao inspector da Zona Norte. 
O comandante dos Bombeiros Voluntários Espinhenses, José Martins, contactado por nós, disse-nos que «a situação existente na cidade com os depósitos de gás pode dar azo a uma tragédia de um momento para o outro de consequências imprevisíveis e disso o senhor inspector de Incêndios da Zona Norte tem conhecimento atempado. 
No meio de tudo isto quem está, para já, a «arder» é o proprietário do restaurante que teve o projecto aprovado pela Câmara e agora se vê proibido de abrir ao público, pelos bombeiros, o que denota existir uma incompreensível falta de coordenação das diversas entidades intervenientes na aprovação da construção de prédios e, por outro lado, a existência de paióis de gás em locais que põem em perigo a segurança pública.

Espinho Vareiro, 1 de junho de 1990