A Câmara ainda não elaborou o Relatório das Actividades referentes ao ano passado que deveria acompanhar as contas do exercício do mesmo ano, e o presidente da Mesa da Assembleia viu-se obrigado a adiar a assembleia para data a designar oportunamente.
Este foi o facto mais saliente da sessão realizada na última semana e que demonstra que os au tarcas do Executivo continuam a demonstrar uma incompreensível incúria em actos da administração que se comprometeram a «desempenhar com lealdade e mérito».
Cerca de três horas foram ocupadas com a discussão de política de admissão de pessoal, em que foram exaustivamente abordados casos que se prendem com os contratos a prazo feitos no último consulado de Bártolo, como foi o caso da Piscina e dos Serviços Munici palizados. A informação dos encarregados e o absentismo de alguns trabalhadores têm provocado despedimentos. «Todavia há pessoal que dorme nas horas de trabalho e só por «caridade» se tem evitado despedimentos», justificaria o vereador Jorge Monteiro.
Rui Abrantes apontou os casos da admissão dum empregado para o Campo desportivo de Cassufas e duma funcionária auxiliar para a secção de contabilidade sem ter em conta os candidatos classificados no concurso para terceiros oficiais. E relembrou os contratos a prazo por 3 meses que se vão arrastando sem que se defina a situação.
A discoteca que se situa no coteiro da areia também foi assunto de discussão por estar a funcionar de dia e se situar junto da Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida e desviar os alunos das aulas, sendo deliberado contactar o Governo Civil e a PSP para impedir o funcionamento diurno e a entrada de menores.
Espinho Vareiro, 22 de maio de 1987