O caso das divisas

Conselho de Gestão do Banco aplicou penas


Cerca de 15 meses foi o período de tempo necessário para que o Conselho de Gestão do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa desse por concluído o inquérito aos seus nove funcionários da Agência desta cidade, suspensos por alegado envolvimento no tráfego ilegal de divisas. 
Na última quarta-feira chegou o resultado penal do inquérito: gerente Santos Silva, seis meses de suspensão; subgerente Rolando Sousa, repreensão por escrito; sete funcionários expulsos, ccm perda de todas as regalias; um a aguardar decisão e um ilibado de culpas. 
Segundo apurámos junto de fonte bem colocada neste processo, a Polícia Judiciária estaria a aguardar a comunicação do Banco sobre as culpas agora apuradas para dar seguimento às investigações sobre o destino das divisas desviadas do circuito bancário, em valor superior a duzentos mil contos. 
Por outro lado, alguns dos funcionários agora expulsos vão accionar judicialmente o Banco, por se julgarem sem quaisquer culpas no i,mbróglio. Um caso que vai ainda dar muito que falar e escrever.

Espinho Vareiro, 29 de junho de 1984