A RAÇA DO 10 DE JUNHO
O fim de semana do 10 de Junho teve muita raça em Espinho.
Primeiro, um jogo de volei. A bancada, apesar de bem no meio da praia da Baía, esteve às moscas. As pessoas preferiram a bancada «natural», de pedra, da esplanada. A outra, a versátil, foi logo depois desmontada.
Segundo, um desfile de motards. Muito bétinhos, com carro da Polícia à frente a abrir o cortejo e ambulâncias a fechá-lo. Salvou o cortejo um motard que, com algum sentido de humor, tinha preparado a máquina para, ao acelerar bruscamente, ela fazer «ratés». Ao longe, fazia lembrar os filmes do faroeste quando os cowboys chegavam à cidade aos tiros. O pagode gostou tanto que até correu e atropelou os canteiros de flores com boninas novas. Para ver meia dúzia de motas.., a roncar.
Finalmente, um hotel cujo nome tem algo a ver com tacos e relvados, associou-se à efeméride. Não através da atribuição de medalhas, nem através de foguetório. Foi com fumo preto, a sair do telhado às golfadas, para se ver bem longe! Antes e depois do 10 de Junho, para ser mais barato. Que raça!
José Piranha
Espinho Vareiro, 22 de junho de 1995