Solverde não paga terrenos expropriados

A sentença do Juiz, saída há dias, obriga a Solverde a pagar verbas entre 150$00 e 200$00 o m2 do terreno onde está a construir o parque do campismo, no lugar do Mocho. Esta foi a verba estipulada pelos avaliadores a que a Solverde contrapôs 50$00 e a falta de acordo levou a contenda a Tribunal. É evidente que não estão em causa valores extremados entre os vendedores e comprador. Existe uma avaliação de peritos, que o Tribunal agora confirmou mas que a Solverdo entendeu recorrer arrastando o pagamento das indemnizações por largos meses a espinhenses proprietárlos duns metros de terreno necessário para a construção de um Parque de Campismo de valor muito discutível. 
E aqui lembramo-nos do ridículo que envolveu a condenação da localização do Parque de Campismo Municipal de Sales, com arautos de interesses especiais a justificarem, com os argumentos mais variados, a sua não construção. E só porque havia lá meia dúzia de metros de pinhal e mato que se pretendia inegociável... 
Mas a falta de pagamento da Solverde aos espinhenses expropriados para levar a cabo as suas obrigações deve ser entendido como uma deselegância prepotente, Já que os servidores investidos nos cargos mais responsáveis da Empresa assim procedem nos contactos que essas pessoas procuram estabelecer. E foi com o sr. Joaquim Almeida Soares Pinto, cujos terrenos foram expropriados pela Solverde para construir a piscina coberta. O sr. Soares procura, há cerca de 15 meses receber a indemnização que está amigavelmente estabelecida, mas não consegue... A 'máquina' está muito bem montada e os juros do capital não são de deitar fora. 
É assim que a Gulbenkian espinhense procede.

Espinho Vareiro, 10 de julho de 1981